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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Atlético-PR 2×2 Palmeiras

Empate, empate, empate. Mais uma vez, com o jogo praticamente ganho, o Palmeiras acabou levando o empate e não teve competência para buscar a vitória. Desta vez, há o agravante de ter jogado parte do primeiro tempo e todo o segundo tempo com um jogador a mais. Sem criação, e cometendo erros básicos de falta de atenção, o time jogou mais dois pontos pela janela. E segue o melancólico fim de 2011.
Felipão apostou em Chico no lugar de Marcio Araújo, pensando nas bolas aéreas. Com o gramado do Atlético em mau estado, o mais certo realmente seria apostar mais do que nunca nas bolas paradas. E o Palmeiras entrou com muita disposição, mandando no jogo, tomando conta do meio de campo e não deixando o Atlético articular nada. E o domínio só não foi maior porque os jogadores do adversário estavam muito nervosos, obrigando o árbitro a marcar muitas faltas e travando demais o jogo. Assim, as chances nas bolas paradas foram surgindo, uma após a outra. Aos 14, saiu o primeiro: falta na intermediária pelo lado direito, todos esperavam pelo cruzamento de Assunção, mas ele acionou Kleber pela direita, e só então veio o cruzamento, preciso, na linha da pequena área; Henrique testou firme e abriu o placar.
O Atlético então saiu mais para o jogo, mas não tinha a menor capacidade ofensiva e vivia de esticar bolas para seus atacantes. O jogo estava ganho já no primeiro tempo, só faltava o Palmeiras converter a superioridade em gols. Centenas de bolas foram levantadas na área do Atlético, muitas vezes ela ficou viva na pequena área, mas não aparecia aquele pé para enfiar para dentro. E numa das esticadas do time da casa, acabamos levando o gol. Bola longa para Adailton, Luan, que veio cobrir Cicinho, chegou atabalhoado e atropelou o atacante sem a menor necessidade. Falta batida alta; Marcos espalmou para escanteio. Na cobrança, novo desvio para a linha de fundo. Nova cobrança, primeiro pau, Assunção jogou de atacante e apenas resvalou; Guerrón fechou no segundo pau e fez um gol muito fácil.
Logo depois do gol, o lance que deixou o jogo novamente à nossa mercê: Cléber Santana deu uma tesoura por trás em Luan, pegou bola e o jogador, e o juiz deu falta e cartão, corretamente. O jogador do Atlético não gostou e aplaudiu o juiz ironicamente, e levou o vermelho. Era a deixa para nossos laterais aparecerem. Faltavam dez minutos para o fim do primeiro tempo, e o Palmeiras continuou levando algum perigo nas bolas paradas, até que o árbitro encerrou o primeiro tempo.
Mas num escanteio, aos oito minutos, o gol que deveria ter selado o destino do jogo: Marcos Assunção cobrou, Luan cabeceou no meio do gol, o goleiro deu rebote e Fernandão, dentro da pequena área, fez o segundo. O Atlético, com um a menos, não tinha a menor perspectiva de fazer o segundo. Mesmo com o Palmeiras desperdiçando uma sequência de chances de matar o jogo, parecia que desta vez não deixaríamos a vitória escapar. Em dia que até a seleção brasileira de basquete ganhou da Argentina, não íamos dar esse azar de novo.
Hoje não, hoje não… Hoje sim. Hoje sim? Falta no campo de defesa. Mais uma vez, esticão para Guerrón, àquela altura, o único atacante do Atlético. Henrique raspou na bola, Leandro Amaro não acompanhou de perto, Marcos saiu desesperado e tocou no equatoriano, que desabou. O juiz, pressionado, meteu na cal; Marcinho Porpeta manteve a tradição e marcou, empatando o jogo mais uma vez.
Felipão tentou mandar o time pra cima trocando Fernandão por Ricardo Bueno e Patrik por Tinga. Ficou pior: Bueno não faz a referência na área tão bem, e Tinga nunca vai melhorar coisa nenhuma. O time continuou dependendo apenas das bolas paradas, e passou até a forçar as faltas em vez de tentar jogar bola; o juiz não entrou nessa malandragem e assim foi o jogo até o final, melancolicamente.
O time mostra que pode ser superior a qualquer adversário, mas não faz gols. Quando faz, a defesa, sempre sólida, toma gols por desatenção. E assim segue o Palmeiras, empatando, empatando, empatando. Ganha uma ou outra em casa, acaba perdendo uma ou outra fora, e a campanha rumo ao oitavo lugar segue a passos largos. O próximo jogo é contra o Inter, no Pacaembu, e Kleber tomou o terceiro cartão, e se junta a Valdivia na turma da pipoca, no domingo. Vai dar empate.

Atuações:

Marcos: não teve trabalho. A se questionar a saída sobre Guerrón no lance do segundo gol. 6
Cicinho: ótimo primeiro tempo, mas retraiu-se no segundo, exatamente quando deveria ter aparecido mais, devido à vantagem numérica em campo. 6
Thiago Heleno: além da segurança, mostra-se muito forte no bate-boca, se impondo e não entrando na pilha. Teve que sair por causa do cartão. 7,5
Henrique: é triste constatar, mas também vem cometendo um erro grave por jogo. A diferença para Maurício Ramos é que no resto do jogo vai muito bem. 5
Gabriel Silva: também se omitiu no segundo tempo, e mesmo quando apareceu, quase sempre fez tudo errado. E devia estar no Guerrón no primeiro gol. ZERO
Chico: mais uma ótima partida, o maior responsável pela absoluta nulidade criativa do Atlético. 8,5
Marcos Assunção: de seus pés saíram as jogadas dos dois gols – muito mais o segundo. De sua cabeça saiu o primeiro deles – mas foi um certo azar. 6,5
Patrik: como acontece sempre que fica como o único responsável pela armação, não dá conta. Sua função é jogar encostado no cara, não ser o cara. 4
Luan: desta vez suas jogadas atrapalhadas não contaram com a sorte – ao contrário, foi tão azarado que a falta pierresca que fez no primeiro tempo causou a sequênca do gol. 4
Kleber: brigou, como sempre, participou bem da jogada do primeiro gol, e mais uma vez levou um cartão estúpido por reclamação – está fora do próximo jogo. 5
Fernandão: como o jogo não foi muito disputado com bola rolando, apareceu menos, e quando o fez, esbarrou bastante no gramado e na forte marcação. Mesmo assim, deixou um lá dentro. 8,5
Leandro Amaro: não teria quase nenhum trabalho, e numa das poucas em que foi exigido, falhou clamorosamente. 2
Ricardo Bueno: está esgotado o período de adaptação e tolerância com a pouca efetividade. Esta foi a última. S/N
Tinga: entrou e tingou o tempo todo. Como pode esse mesmo carinha ter jogado tanto aquele jogo pela Ponte Preta contra nós? 3
Felipão: pode-se até criticar as substituições, mas daí a gente olha para o elenco e conclui que não tinha muita coisa diferente pra fazer – talvez o João Vítor em vez do Tinga. 5,5

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